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domingo, 6 de junho de 2010

E.U.A acusa Momade Bashir Suleimane de ser um traficante de drogas


Washington, 02 Junho - Governo dos EUA colocou o empresário moçambicano Mohamed Bachir Suleman na sua lista de "barões da droga" e ordenou o congelamento dos seus bens, proibindo ainda negócios com cidadãos norte-americanos.


Um comunicado divulgado na terça-feira no site da Casa Branca, também distribuído pela Embaixada dos EUA em Maputo, associa os três maiores empreendimentos de Mohamed Bachir Suleman, todos com sede em Maputo, ao narcotráfico.


"Em conformidade com a Lei dos Barões da Droga, o Gabinete de Controlo de Bens Estrangeiros do Departamento do Tesouro (OFAC) designou o Grupo MBS Limitada, Grupo MBS - Kayum Centre, e o Maputo Shopping Centre como Traficantes de Narcóticos Especialmente Designados, devido ao facto de serem da propriedade de Mohamed Bachir Suleman ou estarem sob o seu controlo", refere a nota.


O director do OFAC, Adam J. Szubin, é citado no mesmo comunicado afirmando que "Mohamed Bachir Suleman é um traficante de narcóticos de grande escala em Moçambique e a sua rede contribui para a tendência crescente de tráfico de drogas e de lavagem de dinheiro relacionada com o mesmo e que ocorre no sul de África".


A acção de hoje, indica a Casa Branca, congela quaisquer bens que as três entidades possam possuir e que se encontrem sob jurisdição dos EUA e proíbe as entidades norte-americanas de realizarem transacções financeiras ou comerciais com as mesmas.


O documento explica ainda que "a designação decorre da identificação de Suleman por parte do presidente Barack Obama, expondo três das suas empresas e aplicando ainda sanções financeiras sobre a sua rede de tráfico de narcóticos".


"Mohamed Bachir Suleman lidera uma rede bem financiada de tráfico de narcóticos e de lavagem de dinheiro, centrada no grupo empresarial propriedade da sua família, Grupo MBS Limitada", enfatiza-se na nota de imprensa, divulgada pela Lusa.


Washington considera ainda que Moçambique está a tornar-se cada vez mais um país de trânsito para o envio de narcóticos e seus químicos precursores e serve como ponto de transbordo de narcóticos, incluindo haxixe, marijuana, cocaína, heroína e metaqualona, para a Europa e África do Sul.


O empresário moçambicano é um dos cinco africanos da lista de 700 pessoas e entidades consideradas "barões da droga", desde 2000, quando foi introduzida a lista, um ano após a aprovação da Lei dos Barões da Droga.


Além das sanções civis, nomeadamente o congelamento de bens e penas pecuniárias, a lei prevê sanções penais que podem ir até 30 anos de cadeia.


Contactado pela Lusa, Mohamed Bachir disse: "ainda não recebi nenhuma informação oficial. Uns amigos ligaram-me a falar disso. Não vou aceitar este tipo de acusações, seja de quem for. Que haja factos contra mim. Sou um empresário de sucesso. Trabalhei humildemente desde criança".


O empresário prometeu ainda "reagir fortemente" às acusações.

Fonte : Google

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